O Assentamento Mulugunzinho, zona rural de Mossoró, será o primeiro a receber uma unidade do projeto Lavanderia Coletiva e Agroecológica, liderado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Secretaria das Mulheres Rurais, Marcha Mundial das Mulheres e SEDRAF.
A solenidade de entrega acontece nesta segunda, dia 13, às 14h, com a presença da ministra do MDA, Fernanda Machiaveli.
Mossoró se torna a primeira cidade da América Latina a receber uma unidade deste modelo de lavanderia, que beneficiará diretamente mais de 80 famílias assentadas. A proposta atende demandas apresentadas na Marcha das Margaridas e tem como objetivo promover tecnologias e inovações socioambientais que fortaleçam a autonomia das mulheres camponesas em assentamentos e comunidades quilombolas.
O professor Nildo Dias, coordenado da iniciativa, explica que o projeto é constituído de múltiplas unidades pedagógicas. “Com a perspectiva de cuidar de quem cuida, o projeto terá 4 instalações estruturadas com uma unidade de máquinas de lavar com copa, banheiro e brinquedoteca; unidade de formação; energia solar; tratamento do efluente da lavagem e reuso no cultivo agroecológico”.
De acordo com o MDA, a implementação das 4 sedes no RN conta com investimento de R$ 3,66 milhões e mais R$ 1,5 milhão do Ministério das Mulheres por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED). Outros assentamentos também serão contemplados com unidades do projeto: Assentamento Arizona, em São Miguel do Gostoso; Agrovila Tabuleiro Alto (Santa Maria), em Ipanguaçu; e Assentamento Lagoa Nova, em Riachuelo.
A estimativa é a de que mais de 160 mulheres participem diretamente da gestão das lavanderias, com impacto estimado em pelo menos 400 famílias no estado. A proposta integra atividades domésticas coletivas a práticas de convivência com o semiárido, com foco em segurança hídrica, uso de energia renovável, produção agroecológica familiar e comercialização solidária.
Mudas da Juventude – Na mesma agenda, também será anunciado a destinação de R$2 milhões para a criação do Projeto Viveiro de Mudas da Juventude: bioeconomia e resiliência ao desequilibro climático produção voltado à produção de espécies florestais e frutíferas da caatinga visando a produção familiar em sistemas agrofloresta e, também, a comercialização de mudas. O recurso será viabilizado por meio de TED com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

