Crise

Permanência de Jaques Wagner como líder do governo se tornou insustentável, avalia núcleo duro de Lula

Aliado histórico de Lula e uma das principais lideranças do PT, Wagner já enfrentava desgaste no Palácio do Planalto em razão de dificuldades na articulação política no Senado
19 de junho de 2026
Divulgação
20251008121020_e4a10a5f-c760-458b-9932-501a0639216a
Banner_1180x120px

A permanência de Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado passou a ser considerada insustentável por integrantes do núcleo duro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação ganhou força após a autorização, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas relacionadas ao Banco Master.

Aliado histórico de Lula e uma das principais lideranças do PT, Wagner já enfrentava desgaste no Palácio do Planalto em razão de dificuldades na articulação política no Senado. A nova crise, porém, ampliou a pressão interna e levou auxiliares presidenciais a defenderem uma mudança no comando da liderança do governo na Casa.

Crise deixa de ser apenas parlamentar

Até então, as críticas a Wagner estavam concentradas na condução da base governista no Senado e em derrotas recentes sofridas pelo governo. Interlocutores do Planalto avaliavam que a articulação precisava ser reforçada, especialmente em votações consideradas estratégicas para o Executivo.

Com a nova fase da investigação autorizada pelo STF, a situação passou a ser vista por setores do governo como mais delicada. A liderança do governo no Senado exige interlocução permanente com parlamentares, ministros, partidos da base e setores institucionais. Por isso, integrantes do núcleo político de Lula avaliam que a manutenção de Wagner no posto pode criar uma vulnerabilidade adicional para o Planalto.