Morreu nesta quinta-feira (25) a jornalista Helga Oliveira, pioneira na cobertura esportiva no Rio Grande do Norte, aos 51 anos. Ela passava por tratamento contra leucemia e permaneceu internada nas últimas semanas.
Helga Oliveira lutava contra a doença há pelo menos cinco anos. No início de junho, uma gripe evoluiu para uma pneumonia agressiva, o que resultou em sua internação.
Até a publicação desta matéria, não há uma definição sobre a data e horário do sepultamento da jornalista. Em sua carreira, ela se destacou como um das primeiras mulheres a atuar na cobertura esportiva na televisão, à época, na TV Cabugi.
Mãe de dois filhos, sendo um deles diagnosticado com autismo, Helga transformou sua experiência familiar em instrumento de informação, acolhimento e inclusão. Em 2018, os dois protagonizaram uma campanha institucional da Assembleia Legislativa sobre o Transtorno do Espectro Autista, voltada à importância do diagnóstico e da intervenção precoces.
Com a iniciativa, Helga permitiu que uma experiência verdadeira e profundamente humana chegasse a milhares de pessoas.
Em nota divulgada, a ALRN lamentou a perda, destacando sua trajetória profissional e legado.
“Neste momento de dor, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte se solidariza com seu esposo, Luís Henrique, seus filhos Pedro e Caio, demais familiares, amigos e toda a comunidade da comunicação potiguar, desejando força, conforto e serenidade diante desta irreparável perda. Descanse em paz, Helga”, diz o texto.
O Governo do Rio Grande do Norte, também em nota, lamentou “profundo pesar pelo falecimento da jornalista Helga Oliveira”.
“Helga construiu uma trajetória marcante na comunicação potiguar e deixou sua contribuição para o jornalismo do nosso estado, especialmente na cobertura esportiva, área em que se destacou como uma das pioneiras no Rio Grande do Norte. Com profissionalismo, talento e sensibilidade, ajudou a abrir caminhos para outras mulheres no jornalismo esportivo, tornando-se referência para colegas de profissão e para toda uma geração de comunicadoras”.
O poder público estadual ressaltou a importância de Helga no jornalismo esportivo. “Sua voz, sua coragem e sua contribuição pioneira ao jornalismo potiguar deixam uma marca que o tempo não apaga. Que sua memória siga viva no afeto de quem a amou, no reconhecimento de sua trajetória e no legado que deixa para a comunicação e para o esporte do Rio Grande do Norte”.

