Decisão

Hermano Morais nega acordo com governo e descarta Cadu Xavier para eleição indireta

Em entrevista à Clube FM Natal, o parlamentar disse também ver problemas na hipótese de indicação do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, defendido pelo PT para um possível mandato tampão
10 de março de 2026
João Gilberto/ALRN
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Imagem: Deputado estadual Hermano Morais – foto: João Gilberto/ALRN

O deputado estadual Hermano Morais negou a existência de um acordo político entre o grupo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), e o da governadora Fátima Bezerra (PT) para definir o nome que assumirá o Governo do Rio Grande do Norte após a provável eleição indireta prevista para abril, segundo o jornal Agora RN.

Em entrevista à Clube FM Natal, o parlamentar disse também ver problemas na hipótese de indicação do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, defendido pelo PT para um possível mandato tampão.

A discussão ocorre diante da possibilidade de vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, o que levaria a Assembleia Legislativa a realizar uma eleição indireta para escolher quem comandaria o Estado até o fim do mandato.

Nos bastidores políticos, passou a circular a informação de que poderia haver um entendimento entre o grupo liderado por Allyson Bezerra e o da governadora Fátima Bezerra para apoiar o nome de Cadu Xavier. Hermano, que recentemente foi indicado pelo MDB como pré-candidato a vice na chapa encabeçada por Allyson para o governo do Estado, rejeitou essa hipótese.

“Não procede, não houve esse acordo. Existe muita especulação de parte a parte”, afirmou.

Segundo o deputado, atualmente há três campos políticos discutindo o cenário: o grupo da governadora Fátima Bezerra, que defende a indicação de Cadu Xavier; o grupo liderado pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos); e o grupo político do prefeito de Mossoró, no qual ele se inclui.

Hermano ponderou que a eventual escolha de um nome que já seja pré-candidato ao governo nas eleições de outubro, caso de Cadu, poderia criar distorções no processo. “Ele é candidato ao governo. Isso poderia tornar até o processo um pouco tendencioso, digamos assim, já que estaria sendo anunciado que um pré-candidato assume o governo”, declarou.

Apesar da crítica, o parlamentar disse não desconsiderar a candidatura do secretário da Fazenda, mas defendeu que o debate seja mais amplo e inclua outros nomes. Para ele, a eleição indireta deve ocorrer com transparência e diálogo entre as forças políticas.