Imagem: Deputado estadual Hermano Morais – foto: João Gilberto/ALRN
O deputado estadual Hermano Morais negou a existência de um acordo político entre o grupo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), e o da governadora Fátima Bezerra (PT) para definir o nome que assumirá o Governo do Rio Grande do Norte após a provável eleição indireta prevista para abril, segundo o jornal Agora RN.
Em entrevista à Clube FM Natal, o parlamentar disse também ver problemas na hipótese de indicação do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, defendido pelo PT para um possível mandato tampão.
A discussão ocorre diante da possibilidade de vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, o que levaria a Assembleia Legislativa a realizar uma eleição indireta para escolher quem comandaria o Estado até o fim do mandato.
Nos bastidores políticos, passou a circular a informação de que poderia haver um entendimento entre o grupo liderado por Allyson Bezerra e o da governadora Fátima Bezerra para apoiar o nome de Cadu Xavier. Hermano, que recentemente foi indicado pelo MDB como pré-candidato a vice na chapa encabeçada por Allyson para o governo do Estado, rejeitou essa hipótese.
“Não procede, não houve esse acordo. Existe muita especulação de parte a parte”, afirmou.
Segundo o deputado, atualmente há três campos políticos discutindo o cenário: o grupo da governadora Fátima Bezerra, que defende a indicação de Cadu Xavier; o grupo liderado pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos); e o grupo político do prefeito de Mossoró, no qual ele se inclui.
Hermano ponderou que a eventual escolha de um nome que já seja pré-candidato ao governo nas eleições de outubro, caso de Cadu, poderia criar distorções no processo. “Ele é candidato ao governo. Isso poderia tornar até o processo um pouco tendencioso, digamos assim, já que estaria sendo anunciado que um pré-candidato assume o governo”, declarou.
Apesar da crítica, o parlamentar disse não desconsiderar a candidatura do secretário da Fazenda, mas defendeu que o debate seja mais amplo e inclua outros nomes. Para ele, a eleição indireta deve ocorrer com transparência e diálogo entre as forças políticas.

