A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), reafirmou que vai disputar o Senado nas eleições de outubro – o que a obriga a renunciar ao cargo até o dia 4 de abril, seis meses antes do pleito. Em entrevista à FM Universitária na noite desta terça-feira 27, Fátima destacou que sua candidatura integra um projeto nacional do PT, que busca aumentar a representação no Congresso Nacional em meio à ofensiva da direita.
“Candidatíssima ao Senado. Isso aqui não é um projeto pessoal. Isso aqui é um projeto pensando nos interesses do Estado e nos interesses do nosso país”, afirmou a governadora.
Ao lembrar ações de seus mandatos como deputada federal e senadora, Fátima disse que pretende retomar a atuação no Congresso. “Um mandato sempre republicano, que contribuiu com os maiores avanços da história recente da educação do Rio Grande do Norte”, registrou a petista.
A governadora afirmou, ainda, que a disputa do Senado será determinante para a manutenção da democracia brasileira e destacou que tem “compromisso com estabilidade democrática” e com a governabilidade de um eventual 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A reeleição do presidente Lula é fundamental. Ela, mais uma vez, ela se coloca como algo imprescindível para que a gente possa consolidar o processo de reconstrução nacional em curso, e para que a gente possa avançar na defesa do Estado Democrático de Direito e evitar os retrocessos do ponto de vista institucional”, declarou a governadora.
“E Lula vai fazer o melhor mandato da história política dele. Porque vai trabalhar, esperamos, no contexto de uma correlação de forças políticas diferente no Senado e na Câmara, tendo estabilidade, apoio político parlamentar, envolvimento da sociedade, para que ele possa consolidar esse processo de reconstrução”, emendou.
Em outro trecho, ela enfatizou a importância da disputa do Senado, em meio à tentativa da direita de obter maioria na Casa para avançar em pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “É a casa dos estados, e é no cenário da disputa para o Senado que está colocada a disputa em curso. A extrema direita, junto com a direita, a todo custo, quer fazer maioria. E a gente sabe os riscos reais que isso representa para a nossa democracia”, ressaltou.

