Por William Robson
A democracia resiste novamente às investidas bolsonaristas. Enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, conspira contra o país, com reflexos pesados até no RN, parlamentares extremistas recorreram a uma estratégia aterradora para fazer valer seus projetos pessoais no grito. Tumultuaram o legislativo brasileiro às vésperas da sentença final do seu líder.
Sob a alegação de obstrução (o que não foi o caso, ao deturpar este dispositivo regimental), recorreram à algazarra, ao ocuparem as mesas diretoras da Câmara e do Senado, com esparadrapos na boca, e impedirem o andamento normal das sessões no plenário. Por sua vez, paralisaram a votação de temas urgentes como a isenção Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, a PEC DA Segurança Pública e sabatinas com indicados às diretorias de agências reguladoras.
Os bolsonaristas bradaram pela impunidade de Bolsonaro e dos golpistas de 8 de janeiro e pelo impeachment de ministro do STF. Amotinados, tentaram tomar o controle do Legislativo, à fórceps. Não queriam obstruir, como alegaram, mas impor-se no grito. Os radicais não vão parar.

