Eleições 2026

Allyson minimiza atritos entre Kelps e deputados: ‘Normal existir animosidade’

Allyson destacou a força da nominata e classificou os atritos como algo esperado em uma disputa eleitoral
24 de junho de 2026
Divulgação
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O pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União) minimizou os conflitos públicos que vêm marcando a nominata da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, para a disputa de deputado federal em 2026. Em entrevista ao programa Comando 97, da rádio 97 FM, o ex-prefeito de Mossoró afirmou que as divergências são naturais em uma chapa competitiva e negou que exista um ambiente de ruptura entre os integrantes do grupo, destaca o jornal O Correio de Hoje.

Questionado sobre os embates envolvendo o ex-deputado estadual Kelps Lima (União) e os deputados federais Robinson Faria (PP), João Maia (PP) e Benes Leocádio (União), Allyson destacou a força da nominata e classificou os atritos como algo esperado em uma disputa eleitoral. Como exemplo, citou que o PL também teve um conflito recentemente entre duas candidatas: no caso, a deputada federal Carla Dickson e a vereadora de Natal Nina Souza.

“Na verdade, a nominata da federação é extremamente robusta, forte. Vai fazer três deputados federais. É normal existir uma ou outra animosidade. Outro dia mesmo, no PL, a gente viu um arranca-rabo de candidatas brigando em entrevistas. Isso pode acontecer na nominata do PL, na nominata da federação do PT e na federação do União Brasil”, afirmou.

O pré-candidato ao governo também procurou transmitir uma imagem de unidade interna, afirmando que mantém boa relação com todos os integrantes do grupo político.

“Agora, o ambiente interno é extremamente positivo. Há um bom relacionamento interno, pelo menos da minha parte, da parte do ex-senador José Agripino, que é o presidente do União Brasil, dos deputados, de Kelps”, declarou.

Allyson reconheceu que haverá uma disputa intensa pelas vagas na Câmara dos Deputados e que, nesse contexto, conflitos internos podem acontecer. “São quatro candidatos fortíssimos, embora tenhamos outros candidatos também. Eu digo o seguinte: a gente sabe como começa uma campanha, só que o resultado na urna a gente não sabe como é. Eu fui candidato a deputado em 2018 e ninguém achava que eu poderia ser eleito. Ao final, eu ganhei uma cadeira, fui eleito deputado estadual e a história vocês já conhecem”, disse.

As declarações foram dadas em meio ao aumento da tensão dentro da federação. Nos últimos dias, Kelps Lima passou a direcionar críticas públicas cada vez mais duras contra Robinson Faria, a quem classificou como um dos principais adversários políticos dentro da disputa proporcional. Em uma das declarações, chegou a afirmar que o ex-governador foi o “pior governador dos últimos 40 anos” do Rio Grande do Norte.

Antes disso, Kelps também havia incluído João Maia e Benes Leocádio no mesmo rol de críticas, argumentando que os três representariam uma forma de fazer política que, em sua avaliação, precisa ser renovada.

A escalada dos ataques gerou preocupação na cúpula da Federação União Progressista. O entendimento de dirigentes e lideranças do grupo é que Robinson, João Maia e Benes não são adversários externos, mas integrantes da mesma aliança política que sustenta a pré-candidatura de Allyson ao Governo do Estado.

Diante do agravamento da crise, o tema foi discutido em uma reunião realizada na segunda-feira 22, que reuniu o próprio Allyson, o ex-senador José Agripino Maia, os deputados federais Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio. Segundo relatos de participantes, o encontro teve como principal objetivo conter o avanço das hostilidades públicas e evitar que a disputa pela nominata federal contaminasse o projeto majoritário da federação.

De acordo com informações obtidas nos bastidores, a avaliação apresentada durante a reunião foi de que os ataques passaram a produzir desgaste não apenas entre os pré-candidatos a deputado federal, mas também sobre a construção da candidatura de Allyson ao Governo do Estado. Lideranças da federação defenderam a necessidade de preservar a unidade política do grupo e evitar novas manifestações que aprofundem as divergências.

A preocupação decorre do peso político dos alvos das críticas de Kelps. Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio possuem mandato, estrutura eleitoral consolidada e influência em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. Na avaliação de integrantes da federação, conflitos públicos entre nomes que integram a mesma aliança acabam fornecendo munição aos adversários e dificultando a construção de um palanque unificado para a disputa estadual.

Apesar desse cenário, Allyson adotou um discurso conciliador na entrevista. Em vez de reforçar as críticas ou demonstrar preocupação com a crise, preferiu enquadrar os episódios como parte da dinâmica natural de uma nominata competitiva, sustentando que o relacionamento interno permanece preservado e que o foco principal continua sendo a preparação para a campanha eleitoral de 2026.