A “justificativa” do único senador do RN a votar contra a reforma tributária
Marinho não considerou mudanças importantes, como a divisão da classificação da cesta básica
Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress
Por William Robson
Contra a maior parte dos especialistas que veem aspectos positivos à reforma tributária, aprovada nesta quarta-feira (8), pelo Senado, o único senador potiguar a se colocar contra ensaiou uma justificativa ao criticar flexibilizações e o impacto da alíquota.
No entanto, não considerou mudanças importantes, como a divisão da classificação da cesta básica (uma mais restrita com alíquota zero, outra mais ampla com desconto de 60%) e o ajuste em medidas que poderiam gerar, na prática, uma carga tributária negativa para parte do setor de transportes.
Como oposição, se deixou levar pela força bolsonarista e foi o único parlamentar do RN a votar contra. A senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do governo Lula (PT), e até o senador Styvenson Valentim (Podemos) votaram a favor da proposta.
“Farinha pouca, meu pirão primeiro. Quem teve mais condição de gritar, de brigar, de fazer o lobby funcionar está contemplado. Aqueles que não tiveram essa força vão ser obrigados a suportar uma carga tributária que vai ser a maior do mundo”, disse.
Mesmo assim, o texto da PEC foi aprovado em primeiro e segundo turnos por 53 votos a 24. Foram mais do que os 49 votos necessários para uma alteração constitucional.