Por Carlos Santos
A Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (AMARN) emite Nota Pública de Repúdio, em que reage a declarações do deputado federal Sargento Gonçalves (PL), propagadas em redes sociais. Segundo Gonçalves veiculou semana passada, o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) estaria pressionado a não escolher o juíz Henrique Baltazar como novo desembargador, por pressão de facções criminosas.
A estupidez de Sargento Gonçalves não é situação isolada, um disparate impensado. Na verdade, é método. A lacração segue roteiro para sustentar perfil de duelista e anteparo da sociedade, num jogo para mexer com a “torcida” que adora bravatas. Num ano eleitoral, então…
Leia a Nota Pública de Repúdio na íntegra:
A Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte – AMARN manifesta profunda preocupação e veemente repúdio a declarações recentemente veiculadas em espaços públicos e em redes sociais que insinuam ou sugerem a existência de influência de facções criminosas sobre decisões ou deliberações do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte.
As declarações foram proferidas no contexto de discussão envolvendo deliberação institucional do Tribunal de Justiça relacionada ao acesso de magistrado à composição da Corte. Em vez de se estabelecer o legítimo debate acerca dos critérios, fundamentos ou consequências da decisão adotada, optou-se por lançar sobre o Tribunal a gravíssima suspeita de que sua atuação estaria sujeita à influência da criminalidade organizada, imputação absolutamente incompatível com a seriedade do tema tratado e desprovida de qualquer suporte fático.

